Eu sou o particionado de mim mesmo. Existe uma visão sistêmica que pode decifrar tudo aquilo que sou e tudo aquilo que não posso ser, e pra minha felicidade vê se que as pessoas não enchergam essas micro conexões de personalidade e persona que compoem a imagem sem fragmentos que existe no mundo.
Mas é interessante que todos saibam, ninguém me conhece.
Mais interessante ainda, ninguém se conhece...
Se os olhos vissem os fios que ligam as pessoas, que ligam os pequenos pedaços aos médios pedaços, os médios aos medianos, os grandes aos pequenos e os micros ao quase imensos não poderia haver previsão, não poderia haver supresa...
Não poderia haver um ser, haver um você.
...dia larva, dia borboleta. Metamorfose constante e ambulante de todos nós, irrisória e infinita aos olhos mas real em sua beleza de Ser.
quarta-feira, 17 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
Flagelos
Só queria saber quando poder te deixar, prever o momento que o morno do seu abraço não bastará pra esquentar coração meu que se resfria lentamente. É por esse sentimento latente que prezo o apreço necessário sentido para contigo, são as bases de um vulgo amor, que por ser moderno se sustenta entre fios e teclados, embaraçados no meu dia a dia.
Enquanto essa monotonia de vida me destrói, tenho essas questões pesadas demais pras minhas costas tão fracas de saber, tão imensas pra meus olhos tão cheios de suposições e ainda tão sublimes pra meu corpo tão corrompido de viver.
Necesariamente te faço um ser necessário, porque certa vez boa amiga bradou ao seu amor:
"...seu silêncio faz falta em todo meu lugar"
Eu ouvi, e porfim... Acatei.
Enquanto essa monotonia de vida me destrói, tenho essas questões pesadas demais pras minhas costas tão fracas de saber, tão imensas pra meus olhos tão cheios de suposições e ainda tão sublimes pra meu corpo tão corrompido de viver.
Necesariamente te faço um ser necessário, porque certa vez boa amiga bradou ao seu amor:
"...seu silêncio faz falta em todo meu lugar"
Eu ouvi, e porfim... Acatei.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Eu Prefiro...
Eu prefiro a luz dos meus dias, ela sempre é mais ardente que o comum, sempre mais brilhante que o habitual. No meu dia eu vejo graça em pegar um ônibus, em comer um sanduiche na esquina. Eu vejo graça nos gracejos da minha mulher, eu me alegro até em trabalhar.
Eu prefiro as minhas retinas, elas são sempre escudos fieis contra a força do comum, minhas retinas me defendem do estagnado, me defendem da feiura, mas não aquela que você encherga; feiura que se vê até com olhos.
Eu prefiro até meu corpo, porque ele é meu e foi feito assim, porque ele é minha primeira casa, e de minha casa cuido bem porque lugar mais não há aonde morar.
Eu amo meu amor, por amar o mais amante que ama a mim mesmo, Eu.
Eu prefiro as minhas retinas, elas são sempre escudos fieis contra a força do comum, minhas retinas me defendem do estagnado, me defendem da feiura, mas não aquela que você encherga; feiura que se vê até com olhos.
Eu prefiro até meu corpo, porque ele é meu e foi feito assim, porque ele é minha primeira casa, e de minha casa cuido bem porque lugar mais não há aonde morar.
Eu amo meu amor, por amar o mais amante que ama a mim mesmo, Eu.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Dor
Ainda não inventaram palavra mais forte que tristeza,
essa seria útil pra definir toda a miséria que minha alma é imersa.
E nem a mais perversa das perversas ocasioes, os abortos mais sujos
ou as vidas mais sórdidas regadas no pús do sofrimento inocente
podem falar sobre uma fração dessa dor que putrifica meu coração já apodrecido.
Não resta nem alma mais, nem o demônio ai de querer algo tão podre quanto aquilo que
pertence a isto que sou. Algo violento, um cuspe de natureza desconhecida em sofregui-
dão eterna, morrendo nem no céu, nem no inferno.
Só existe vazio e escuro; A cegueira fria me cega, preciso roubar alguns olhos para mim.
essa seria útil pra definir toda a miséria que minha alma é imersa.
E nem a mais perversa das perversas ocasioes, os abortos mais sujos
ou as vidas mais sórdidas regadas no pús do sofrimento inocente
podem falar sobre uma fração dessa dor que putrifica meu coração já apodrecido.
Não resta nem alma mais, nem o demônio ai de querer algo tão podre quanto aquilo que
pertence a isto que sou. Algo violento, um cuspe de natureza desconhecida em sofregui-
dão eterna, morrendo nem no céu, nem no inferno.
Só existe vazio e escuro; A cegueira fria me cega, preciso roubar alguns olhos para mim.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Um Texto Que Fala De Amor
Já passavam das 10, era persistente e agoniante prosseguir pensando em fatos.
Era mágoa, era dor, era veneno ácido que corrói cartilagem de dentro pra fora...
Sim eu ouso dizer que era das piores dores!
Havia pão frio na mesa também, porque estômago não mais havia.
Mas o refrigerante por mais que horrível me desceu a garganta;
suprindo a falta
de alimento,
suprindo
a falta
da falta
que você fazia.
Era mágoa, era dor, era veneno ácido que corrói cartilagem de dentro pra fora...
Sim eu ouso dizer que era das piores dores!
Havia pão frio na mesa também, porque estômago não mais havia.
Mas o refrigerante por mais que horrível me desceu a garganta;
suprindo a falta
de alimento,
suprindo
a falta
da falta
que você fazia.
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