sábado, 17 de julho de 2010

Aos Cantores Solitários

Essa cousa fogosa de nós dois é mera lata de cerveja.
Industralizada, pressurizada, armazenada e devidamente encaminhada.

Cerveja, cerveja....

Grande paixão é a nossa!
Nós trabalhamos, juntamos dinheiro
E quando a festa chega, meu amigo...
é época de gueixa
de deixa
licor de ameixa
se inventar, de cereja
licor de cerveja
que é o amargo do malte
no meu coração.

A paixão explode em modo de Co2.
Dura em sua duração eterna de momento.

A paixão vive por um acalanto de gás em ar.

Cerveja desce goela abaixo.
O alcool sobre goela acima.
Emoções, sentimentos.
Tudo tão intenso que soa eterno
O brando momentaneo da falsa eternidade
Que fala por sí e nada diz sobre mim
Onde tolo escrevo poesias
Para todos os cantores solitários de um bar qualquer.

domingo, 27 de junho de 2010

O homem abraça a solidão do travesseiro enquanto o desespero das bozinas da cidade anunciam a noite que está por vir. E se chover, pode molhar. Se as gotículas geladas pegam na carne do pescoço, ele troca calor com elas de bom agrado; O conforto se transforma em aguaceiro no chão.

Ele deita; deixa; dorme; não mais.

Mesmo com frio, sentiu falta da chuva. O vento fez sua parte e lhe mostrou os arrepios.

Saudade maldita que apertou. Levou o corpo ao choveiro, a mão à valvula, a água gélida ao corpo.

Levou a mente a outro lugar, distante.

Caminhou tão sonolento que esqueceu de acordar.

No amanhecer, a chuva dormiu sozinha em sua cama, sumindo de tristeza com o calor do sol.

Foi um pequeno fardo, mas quem se importa?

Talvez o aguaceiro!
Ou a cama...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Solidão Suicida

Soltei do ônibus com meu corpo desenhando no espaço um 'S', minha coluna encurvada em contraste com as pernas bambas; não havia ninguém no ponto.

E não havia ninguém na rua, meus sapatos deixaram meus pés por motivos de mãos e até as meias lá se foram com eles, o chão frio me deu um conforto brando que se passou depois de alguns passos, quando as feridas do asfalto se abriram junto aos calos.

A casa não me esperou acordada com janta quente, a luz se recusou a sorrir pra mim quando eu a liguei.

No escuro, saquei uma garrafa de cachaça, mirei na garganta, dei dois tiros...

e tudo se apagou.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Arte Abstrata

Eu tentaria até dormir, se esses malditos tubarões não voassem tão perto da minha janela à procura de alimento. Só porque agora o céu é azul que essas coisas vem a mente...
Que coisa, mesmo que eu caminhe nessa estrada de rosas sem espinhos, ou que de repente eu possa andar na lava dum vulcão, eu ainda acho que tem algo errado por aqui, algo que eu devia ter consertado.

Peguei uma carona no meu dumbo particular e voei pelo espaço sideral, desviei de alguns cometas pelo caminho e achei uma moça bonita pela lua. Ela me disse pra voltar pra terra, praquele lugar onde tudo é estranho e mudar tudo por la. Engraçado que como passe de mágica tudo mudou... A lua se foi e já era dia novamente... Estava calor até, mas os malditos peixes ainda zunhavam minha janela...

Olhei pra fora, ví um horizonte, ví o nascer do sol.

Passei pela minha janela e fui ver o que tinha por la

Até que...

Droga! Já são 7:10 da manhã, tô atrasado pra sair...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Aquela que Perdura

A felicidade perdura!
E em dias frios eu vejo agasalhos coletivos e risadas ao redor da lareira,
Em dias sombrios eu vejo a certeza nos olhos das pessoas que tudo vai passar,
Em dias tétricos de dor eu vejo escudos de amor e esperança...
A felicidade é vingança!
é pura!
A felicidade perdura!

E ela assume formas quando madura!
Pode ser o riso sublime,
O toque modesto,
O abraço mais forte,
O olhar desconfiado,
O cheiro do conforto,
ou o conforto de um todo.

A felicidade é minha, é sua,
É nossa necessária fonte tão irrisória
De água que cura,
que muda qualquer dor ou doença.

Ah.. como é bom saber...

A felicidade é pura,
A felicidade perdura.